terça-feira, outubro 14, 2003

A D. Ana do PS implodiu (como diria o Pacheco Pereira)

Seria bom que a D. Ana Gomes, do PS, depois de apontar, disparasse. Esta coisa de levantar insinuações que não se podem provar tem que se lhe diga, a começar por ser uma solução bem mais fácil do que enfrentar a realidade dos factos, que não é, ao contrário do que eles pensam, assim tão negligenciável.
Com tanta certeza, com tanta teoria, que provas tem a D. Ana que gentilmente queira partilhar connosco? Aonde quer chegar? E o que é que vai fazer se daqui por algum tempo, o seu amigo, vier a ser considerado culpado e condenado pelos crimes de que é acusado? Vai meter a viola no saco? Ou vai inventar mais uma história à Mel Gibson?
A D. Ana deve achar que vivemos nalguma oligarquia, onde se nomeiam aqueles que queremos perseguir e que se inventam testemunhos e se promovem caçadas. Eu pessoalmente, já não tenho pachorra. Ainda por cima sou dos antiquados: por mais que me tentem alertar e agitar fanatsmas, eu só consigo vislumbrar pressão sobre a justiça, de um lado.

Posfácio: fazer da Assembleia da República, um qualquer palco de vingança em directo como se o Al Pacino andasse a ajustar contas com os chefes das outras famílias, é não só contraproducente como um monumental tiro no pé. A casa da Democracia não pode em circunstância alguma ser usada, seja por quem for, para episódios degradantes como este, onde um partido mostra ao mundo a “injustiça” que um seu acólito aparentemente sofreu. Se isto não é uma forma de pressão, eu vou ali e já venho.