terça-feira, janeiro 13, 2004

Campanhas de difamação

Cuidado com as recentes campanhas lançadas contra o mais antigo destino turístico do país. Para além de não se perceber muito bem onde se desenterrou a notícia e quem é a tal da Cláudia Neves mais a Associação a que preside, bizarro é a própria polícia e o DIAP desconhecerem a existência da tal rede de pedofilia e dos supostos pedófilos que fazem filmes e exportam crianças para o mercado sexual europeu. Mas como o Público nem tem um ódio de estimação à Madeira evidente e latente (expresso em todas as notícias que publica sobre a Madeira onde nada de positivo se faz e ocorre), nada como fazer dois dias de intensa reportagem onde se limita a ouvir crianças de rua (quantas? Como as aliciaram para falar? Qual a credibilidade do seu testemunho? Fizeram-no na presença de um psicólogo? De alguém responsável pelo menor? Etc), ex-abusados, polícias, o ex-Padre Edgar para além de umas pessoas que passavam nas redondezas. Tudo isto rematado com um editorial do sempre sério Zé Manel Fernandes, um homem que sabe de tudo, género Saraiva do Expresso ou Prado Coelho do Público.
Não quero falar sequer sobre as motivações que levaram, em ano de eleições regionais, a desenterrar um tema usado amiúde por indivíduos estranhos ao serviço, mas é sintomático que ninguém do Público se tenha lembrado de perguntar o que tem feito a Segurança Social e a Câmara Municipal em prol das populações mais desfavorecidas de Câmara de Lobos (que ninguém nega existirem). Perante isto das duas uma: ou não passam de pormenores irrelevantes, logo negligenciáveis, ou agiram de nítida má-fé. Resta-nos riscar o que não interessa. Ou será o contrário?