quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Banda Larga

Apenas 5% dos portugueses tem acesso a esta tecnologia e um relatório da OCDE diz que somos, dos países mais desenvolvidos (facto que desconhecia), o menos desenvolvido na introdução da informática nas escolas e na utilização das novas tecnologias. Esta situação fez com que o primeiro-ministro português viesse a terreno explicar que as novas tecnologias serão prioridade absoluta em termos de política do governo como forma de recuperar o nosso endémico atraso.
Há uns anos atrás, tinha ouvido um discurso com uma preocupação semelhante: o do Eng. Guterres que prometia fazer da Internet e das Novas Tecnologias uma espécie de milagre de Fátima catapultador para um qualquer prodígio económico e social que ainda hoje ninguém descobriu ou sentiu. A promessa era extremamente simples e passava por ter tudo na Internet, porque supostamente, julgava ele, na Internet se podia ter tudo e fazer tudo incluindo, arrogantemente e sem muito esforço, fazer aquilo que não se fez em décadas passadas e perdidas: um Portugal moderno e de sucesso. O resultado está à vista. Desconfio que agora não será muito diferente.