segunda-feira, fevereiro 02, 2004

Regressos

O Dr. Mário Soares regressou em força para dizer mal de tudo o que se mexe. O alvo prioritário voltou a ser o suposto governo de extrema-direita que está no poder. Eu não iria tão longe: para mim bastava demitir 3 ou 4 ministros, proibir o Dr. Soares de falar e a coisa imediatamente recompunha-se. (Pergunta adicional: como se remodela um ministro indicado pelo PP? Segunda pergunta adicional: a quem prestam contas o Dr. Bagão e a Dra. Celeste? Ao Dr. Barroso ou ao Dr. Portas?);

O Dr. Cavaco regressa às sondagens como favorito, facto quanto a mim inédito e esclarecedor. O Dr. Santana não deve ter gostado muito da coisa, mas ele também não é pago para gostar e sim para fazer que é coisa que ele ultimamente não tem feito (nota: aparecer na televisão não é igual a obra feita).
Sintomático é 19% dos portugueses acreditar que ainda vai poder votar no Dr. Sampaio. Este país, não tenho dúvidas, é esclarecido.

O Dr. Carvalho da Silva promete regressar aos combates de rua contra o governo e quanto a mim, muito bem porque está na hora de mudar os sacrifícios de lado. Chega de andar a mexer sempre no bolso dos mesmos. Há muita gente por aí a rir-se de tudo isto. O Dr. Soares é um deles.

Regressaram também os inúteis documentos, estudos e manifestos dedicados a uma hipócrita união nacional. Para variar, pessoal que domina essa ciência obscura que atende pelo nome de economia, é quem se assume como rosto visível do movimento. Boas notícias, sem dúvida. Mas não para a maioria do povo.

A violência regressou ao futebol português facto que para além de não ser inédito, é pelo menos premonitório: o futebol é reflexo do país medíocre que somos e o estado deve urgentemente, à boa maneira estalinista, pôr fim a isto e mandar meia dúzia para campos de trabalho bem longe da aldeia. Chega de bandalhos também no futebol.

O Vasco Pulido Valente regressou às suas sempre extraordinárias crónicas no DN. Vá lá que é uma boa notícia.

Continuo é sem ver quando se cumpre este maldito mito sebastianista. Não há maneira.