terça-feira, junho 29, 2004

14- Outra questão que se coloca tem a ver com a motivação individual de Durão Barroso. Devia ou não ter aceite o convite? Devia ou não manter-se nas suas actuais funções? Onde começa e onde acaba o egoísmo de Durão Barroso? Boas perguntas com difíceis respostas. É mais do que óbvio que Durão não deveria ter aceite o cargo nem que fosse pelo actual compromisso com os portugueses e porque era importante colocar o tal interesse nacional acima de tudo transmitindo um sinal de confiança. Mas perante os factos, a dura realidade dos factos, dificilmente se podia pedir que não aceitasse. Afinal, Durão Barroso vai ganhar um prestígio sem precedentes e vai ocupar um cargo que mantém intactas as suas aspirações políticas internas e externas e que pode efectivamente constituir uma mais-valia para o país e para os portugueses. Estranho é que, de um momento para outro, o cargo seja relativizado. Se fosse Vitorino já era importante? Porque é que Durão não passa de um medíocre de segunda escolha e Vitorino não? Porventura Vitorino era primeira escolha? É a tal superioridade moral da esquerda que tem sempre os melhores e tem sempre razão.