quarta-feira, julho 14, 2004

D. Sebastião

Um dos conceitos mais interessantes do imaginário português é o mito do sebastianismo. Há D. Sebastiões em todo o lado e para todas as ocasiões: a preço de saldo, em promoção, a preço normal, a preço de feira, em território nacional ou em solo estrangeiro, tanto faz. Anuncia-se um regresso, um salvador, eis um D. Sebastião pronto a entrar-nos pela porta para lavar as mágoas.
Mais uma vez o mítico salvador não chegou. Desta vez ao PS. Vitorino, o Desejado recusou sublime e honrosa distinção: levar o PS a bom porto, que é o mesmo que dizer, levar o PS novamente ao poder no país (ou ao local do crime se assim o preferirem).
Eu por mim, é mais um que perante a mediocridade reinante, prefere não se intrometer nos “altos” desígnios da nação. E às tantas faz bem.