quarta-feira, julho 21, 2004

Fahrenheit 9/11 de Michael Moore

Excelente. A nao perder! As sessoes tem estado cheias, ha filas enormes para o filme e no final de cada sessao jorram aplausos. Um olhar ironico mas serio sobre uma America tao destruida quanto o Iraque de hoje. Um filme corajoso de alguem que sabe viver, tambem ele, numa ditadura onde a censura e pratica comum. Tenho e receio que Moore esteja a pregar para os convertidos. Por isso, caros patos, quando forem ver o filme convecam um nao-convertido a ir convosco. Pode ser que se renda as duras evidencias…  

12 Comments:

Blogger Bruno Macedo said...

O Sr. Michael Moore (palhaço sobejamente conhecido) é tudo menos sério e corajoso. Se "Fahrenheit 9/11" for do mesmo calibre desse inenarrável "Bowling for Columbine" está tudo dito: um misto de manipulação estatística associado a uma mente doente que prima por um ódio irracional sem sentido a parte da América(talvez trauma de infância) e por uma parcialidade doentia e cobarde que se baseia no lançar de acusações e de teorias que ele não pode (nem quer) provar. O que vale é que já há alguém a fazer um documentário sobre o dito senhor. Sobre a sua "verdadeira" história e sobre o modo como ele manipula dos seus documentários. Amor com amor se paga.

2:20 da tarde  
Blogger global said...

'Nunca procures conhecer o homem por detras da obra'... Independentemente do que o senhor e como pessoa, o facto e que as relacoes que ele estabelece no filme sao reais e existem. Sao tambem sobejamente conhecidas: nomeadamente o facto dos Estados Unidos serem uma economia de guerra. Conhecendo minimamente a historia deste pais nao e dificil concluir isso mesmo. Por outro lado, tu sais do filme a questionar-te sobre questoes de etica e moral: que moralidade tem um pais para impor um 'sistema democratico' a um outro pais que diz ser autocratico quando no seu interior sobrevivem elementos reacionarios, os mesmos que encontramos em qualquer uma outra ditadura. A censura; a propaganda; o bloqueio propositado da mobilidade social; a homologia voluntaria entre 'raca' e exclusao social. Nao e Moore que esta na berlinda. Somos todos nos que nao nos apercebemos dos processos de manipulacao aos quais somos diariamente submetidos e isto e uma tematica discutida desde Grecia Antiga aos nossos dias...

3:10 da tarde  
Blogger Bruno Macedo said...

Falamos do mesmo país que permite que loucos como o Sr. Moore não só andem à solta como também realizem filmes com teorias e histórias que não se podem provar. Maior exemplo de maturidade e tolerância democrática não há, já que não estou a ver numa ditadura um exemplar do mesmo género escapar impune. Aliás, nem em muitas democracias sequer.
Quanto aos processos de manipulação sem comentários. Evidentemente que o Sr. Moore não tenta manipular ninguém. É um anjo altruísta. Merece o céu.

3:45 da tarde  
Blogger Holsson said...

Parece-me, face à recente história dos Estados Unidos com o Iraque, que a classificação de manipulador a Moore peca sempre por avantajado excesso...
Senão, como podemos classificar os argumentos invocados perante o Mundo pela coligação de Bush, Blair e José Barroso (esse agora arauto da indignação perante a arrogância e unilaterismo americana que há uns meses acolheu e caucionou), para legitimar a invasão mortífera que executaram?
Se alguém ficará na História conhecido como os verdadeiros "mestres" da manipulação da realidade, e em que muitos acreditaram piamente..., esses são sobejamente conhecidos.

5:05 da tarde  
Blogger Holsson said...

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5:06 da tarde  
Blogger Holsson said...

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5:07 da tarde  
Blogger Holsson said...

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5:08 da tarde  
Blogger A Vicente said...

Não gostei particularmente do “Bowling for Columbine”, mas não por considerar o seu actor louco, apenas pelo facto de ele ter optado, especialmente na parte final do filme, por um registo um tanto ou quanto simplista, próximo dos populismo característico de Alberto João Jardim, de Santana Lopes, de Paulo Portas e companhia.
Em várias democracias não é, de facto, possível discordar nos moldes como é feito nos EUA. Conheço regiões, em que por muito menos os “loucos” da terra são agredidos por outros cidadãos, física e verbalmente, regiões em que a pressão social é tão elevada, que, apesar da insatisfação, não é permitido ao povo exigir melhor ou, simplesmente, diferente, porque, na sua cabeça, depende economicamente dos que estão no poder, e porque não aprendeu a fazê-lo.
Mas, amigos, nem sempre o que parece é. Nos EUA são permitidas as opiniões divergentes desde que não ponham em causa o poder dos sectores dominantes. Apesar de não ser caso único no conjunto das nações, em momentos chave da história americana as culturas politicas alternativas foram aniquiladas de forma extremamente violenta, de que a caça às bruxas e as perseguições racistas, apoiados institucionalmente, são exemplos.
Mas, apesar destes e outros factos, os EUA aparecem aos nossos olhos como a pátria da liberdade. Como superar esta contradição? Talvez a história americana nos auxilie nesta questão. A guerra civil americana opôs o Sul, conservador, racista, esclavagista, latifundiário, ao Norte, progressista, industrializado. Nesse momento formativo da nação ganhou o norte e o mito americano passou a sustentar-se na prosperidade, dada pela imensidão de terras conquistadas aos índios de forma violenta, desavergonhada e traiçoeira, e pelo progressismo, potenciado por uma burguesia que tinha ali aportado em busca da liberdade de criação. São estes os EUA que nos fazem sonhar, o dos grupos progressistas, radicados em poucas cidades americanas (Nova Iorque, talvez Nova Orleãns, São Francisco), que propagam o sonho da liberdade, através das suas realizações culturais.
Mas de tempos em tempos a cultura sulista, aposto que maioritariamente concentrada no partido republicano, ganha expressão e relevo na politica americana. Fazem uso desavergonhado do sonho para se lançarem no mundo de forma aventureira, imprudente e interesseira.
Não sendo particularmente apaixonando pela cultura americana, não percebo os defensores do presente governo americano e das intervenções militares incongruentes com o mito da liberdade (também perpetradas pelos democratas). O governo americano actual é a antítese do sonho americano e da cultura do norte.
Em conclusão, a América de Michael Moore não é a mesma da de George Bush e. A América de que o realizador faz parte poderia existir em qualquer lado, desde que houvesse uma burguesia intelectual relevante.
Só para terminar. Não te esqueças, Bruno, que o filme está a ser distribuído na América por produtoras independentes, porque as principais recusaram fazê-lo.
Desculpem qualquer parvoíce.

6:55 da tarde  
Blogger global said...

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9:45 da manhã  
Blogger global said...

Engracado Bruno, faz-te confusao a 'propaganda' de Moore mas nao a de Bush! Nao sera isso incoerencia, partidarismo irracional e precipitado? O filme foi feito a pensar no publico Americano e tu percebes isso claramente. Um publico que precisa de 'Mickey Mouse signpostings' para ser atraido por uma mensagem fundamentalmente politica num pais onde mais de metade nem sequer votam. O Sr. Moore teve de travar uma batalha legal e recorrer a produtoras independentes para distribuir o filme. No entanto, a 'pessoalizacao' do argumento em relacao ao filme e, ja de si, 'popularucha'. Interessa debater o conteudo, a substancia, ao inves do acessorio e do facil...

1:07 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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1:46 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

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1:29 da manhã  

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