quarta-feira, julho 07, 2004

Lula

No Brasil, o país irmão, Lula decidiu assinalar uma data muito especial: 18 meses de mandato. Obviamente que está no seu direito. Afinal, é muito comum nos governos que fazem pouco assinalar datas sem grande significado: 100 dias, 6 meses, 200 dias, 2 anos - também conhecido por meio do mandato - , etc. Em Lula, por isso, isto não se estranha. Faz parte do seu show mediático e da sua tentativa vã de salvar a face perante a sua inoperância e incompetência. Pena que as suas principais promessas continuem por cumprir (os tais 10 milhões de novos postos de trabalho - nem 500 mil - ou o problema dos Sem-Terra, por exemplo); que alguns membros da sua casa civil e do seu governo se encontrem mergulhados em escândalos financeiros; e que ele tenha, à boa maneira estalinista, tentado expulsar um jornalista estrangeiro por este ter feito referência a um acto seu muito comum, pelos vistos, em público: beber exageradamente. Todos os meses, Lula desce nas sondagens e na simpatia dos brasileiros. A crítica sobe de tom e ele pelos vistos responde com operações de cosmética para fazer esquecer a mudança de opções e de prioridades e o socialismo que já deve ter metido comodamente na gaveta do outro. Não sei porque é que alguém um dia ousou pensar que Lula seria um político diferente. Não é.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

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8:05 da manhã  

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