segunda-feira, novembro 08, 2004

Castelos e Teleféricos

Soube que as visitas ao Castelo de São Jorge em Lisboa passaram a ser pagas. Corrijo: passaram a ser pagas com a excelsa excepção dos lisboetas. O caso não traz novidade, mas é paradigmático da saloiice portuguesa. Mas, boa notícia, há já gente disposta a levar a coisa até às suas últimas consequências que é como dizer acabar com a benesse. Pelo menos o Nuno da Câmara Pereira. Acho bem. Geralmente vale tudo para tentar explorar o “turista” e dar de borla aos “naturais” do sítio, neste grande sector produtivo português que se chama Turismo. Há pouco tempo, na Madeira, também se passou uma situação semelhante embora de contornos diferentes. O teleférico que liga a Zona Velha da cidade do Funchal ao Monte, e que muito sucesso tem feito, praticava preços distintos (e bastante distintos) consoante a cara do freguês: freguês que vinha de fora da Região (não interessava a nacionalidade) pagava um preço e freguês de dentro da Região outro preço (mais barato do que o primeiro). A coisa ainda funcionou e foi em frente até que alguém se chateou com a conversa. Só aí se percebeu a ilegalidade do “golpe” ainda para mais em território europeu e num espaço supostamente sem fronteiras. Os madeirenses, por seu turno, descobriram entretanto às suas custas que andar de teleférico afinal não é barato.
Eu entendo que se queira beneficiar os naturais do sítio. Principalmente quando são sempre um apetitoso nicho de mercado a explorar nas horas vagas dos outros, por exemplo. É bom para todos e, principalmente, é popular para quem o propõe e o permite. Mas como não estamos aqui a falar de estudantes, crianças e/ou reformados o problema parece-me óbvio: mentalidade tacanha e vista muito curta, ainda por cima patrocinada por pessoas com idade suficiente para ter juízo. O “estrangeiro” que se cuide portanto.
Um amigo meu, que estudou alguns anos no Algarve, dizia-me uma vez na brincadeira que por lá, nos restaurantes e cafés algarvios, pouco faltava para se escrever “Cerveja 100$00 - Beer 500$00”, tal era o tratamento diferenciado entre “uns” e “outros”. Sintomático.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

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7:43 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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7:25 da manhã  

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