quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Conceitos cativos

O mayor de Londres, com o intuito de ofender um jornalista do Daily Mail acusou-o de ser como um guarda Nazi de um campo de concentracao. Uma ofensa extremamente rude, mas uma ofensa que, obviamente, nao abona nada em favor dos guardas Nazis. Acontece que o jornalista e Judeu. Levantou-se pois uma celeuma tremenda a volta do assunto. O Conselho dos Judeus Britanicos acusou Levingston de racista, e exigiu uma desculpa publica. Levingston recusa-se a retratar-se publicamente, defendendo-se que isso seria o mesmo que assumir-se como racista quando ele nao o e. De facto, se Ken Levingston ofendeu alguem, tera sido os ‘skinheads’ e nao os Judeus.
Este episodio, assim como o do Principe, demonstra apenas o poder do lobby Judeu. Demonstra ainda algo mais preocupante. O holocausto representa um dos crimes mais hediondos que a Humanidade jamais teve oportunidade de assistir. Mas de facto, os Judeus apropriaram o papel de vitimas, quase que transformando-o num direito exclusivo. E de facto esta estrategia parece ter surtido grandes resultados para a politica Israelita. Em Israel, assim como nos paises arabes, religiao coexiste simbioticamente com a politica. Assim sendo, criticar o estado Israelita e o mesmo que criticar os Judeus. Logo, quem critica e anti-semita. O trauma da Segunda Grande Guerra e o pavor de ser rotolado de anti-semita, durante anos silenciaram as vozes dos que se opoem a colonizacao coerciva do Estado Palestiniano. Felizmente, as geracoes mais jovens, e nao porque acometidas por amnesia historica, nestes ultimos anos tem revertido tal situacao. E eu pergunto, o que e a Faixa de Gaza e a Palestina se nao dois enormes campos de concentracao, onde a liberdade de movimentos dos Palestinianos e restringida ao minimo; onde a economia Palestiniana e boicotada diariamente, submetendo a probreza extrema um povo; onde mulheres gravidas sao impedidas de passarem os ‘check points’ para chegarem a maternidade; onde casas, escolas, centros culturais sao destruidos por forma a impedir o desenvolvimento da cultura Palestiniana? Porque e que um Judeu nao podera ser um guarda de um campo de concentracao? O que chamar entao aos soldados que estao nos ‘check points’, aos soldados Israelitas que mataram Thomas Hurndall, um pacifista, em 2002? [Atencao que esta 'confusao' entre Israelita e Judeu nao e minha, foi propositadamente construida, fundamentada na Biblia e no processo de construcao social dos Judeus como um grupo etnico e nao como uma religiao]
Mas nao e apenas o sentido da palavra ‘vitima’ que alguns, mas importantes, lobbies Judeus apropriaram. Cativos da sua capacidade de monopolizacao discursiva sao tambem os conceitos de ‘terrorista’ e ‘fundamentalista’.
Entretanto, e mais uma vez, tal como no que sucedeu antes da Segunda Grande Guerra, a Europa assiste impavida a crimes contra a humanidade. Desta feita as vitimas sao os Palestinianos, e quem os comete sao o Estado e o exercito Israelita…

Link do Thomas Hurndall Fund:
http://www.tomhurndall.co.uk/