terça-feira, fevereiro 01, 2005

Jerónimo, o candidato-bailarino

É talvez o candidato mais sóbrio de todos. É também o mais velho, o que pressupõe que na política envelhecer pode fazer bem às pessoas – mas Soares e Freitas do Amaral negam completamente o axioma – nomeadamente se estas forem ponderadas e se estiverem na política por convicções. O que mais gosto em Jerónimo de Sousa é a sua paixão, o seu deslumbramento, a sua garra, o seu acreditar no projecto e naquilo que diz. O homem fala do fundo da alma mesmo que nela, muito provavelmente, não acredite. Jerónimo, já aqui lhe fiz referência, tem sido uma agradável surpresa que convém não menosprezar nem descuidar. Bem sabemos que o tratamento dado na comunicação social ao PC não é o melhor, mas na lama em que esta campanha anda e se afunda, não andar neste mundo pode ser uma real mais-valia e um bom indicador. E parece que Jerónimo sabe disso.