segunda-feira, fevereiro 14, 2005

O PND da Madeira

O líder do PND da Madeira, Baltasar Aguiar, veio propor a criação de um salário para as mulheres que decidam ficar em casa a cuidar dos seus rebeldes rebentos. Esta ideia peregrina foi hoje novamente trazida a público, no espaço de tempo de antena que a comunicação social madeirense reserva para estas imemoráveis cenas de campanha. Pela voz de um outro candidato (mea culpa, não decorei o nome), o PND da Madeira, organização ligeiramente clandestina e praticamente desconhecida no panorama político regional, vislumbra duas vantagens imediatas nesta política estrutural de fundo: primeiro, evitar custos acrescidos com creches e com a sua manutenção (ou seja, gastar menos do erário público); e, segundo, fazer com que as mães portuguesas tenham sempre um meio de subsistência garantido ajudando assim a contribuir para o orçamento doméstico e, quem sabe, evitar a hegemonia masculina (facto cuidadosamente omitido). Como se vê, em pleno século XXI, a mentalidade de homem das cavernas faz sucesso no circo político e na comédia em que vivemos. Para fazer política muitas vezes não é preciso ser sério. Basta ter piada. E algum mau gosto. Força PND.