quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Nao sao pedras senhor, sao rosas...

Oi… Eu acho esta discussao muito interessante. Devo dizer que concordo com o Nuno num ponto: de facto nao devera julgar-se o todo pelo seu sentido de humor. Mas continuo a nao perceber porque e que as coisas sao colocadas em termos de civilizacao. A meu ver nos estamos antes a falar de religiao. E quanto a esta ultima, eu nao tenho de carregar as culpas do que aconteceu durante a inquisicao (alias, consta no registo de Cinfaes o nome de uns quantos ascendentes directos meus que foram queimados no pau de vara), nem da segunda Guerra Mundial. Como membro de uma determinada ‘civilizacao’, se assim me quiserem catalogar, nao tenho de fazer nenhuma admissao de culpa. Como ser humano sim. Isso significa que temos todos: catolicos, protestantes, judeus, muculmanos, agnosticos, ateus… A natureza do ser humano - desta raca complexa, vulneravel, e auto-destrutiva – nao difere de acordo com a nossa localizacao geografica no mapa mundi, nem de acordo com o livro sagrado que empunhamos. Ontem a inquisicao, hoje Israel, hoje o Sudao. Tres religioes diferentes a procederem da mesma forma. Uma so raca.