Tem-se vindo a assistir, com alguma frequência, à colagem de alguns epítetos jocosos ao ministro adjunto do Primeiro Ministro. Inclusivamente, um jornal satírico chegou já a sugerir a privatização de tal ministro em prol do bem comum.
Tais críticas mordazes ao ministro Arnaut, todavia, mais não são do que atoardas injustas e aviltantes das qualidades íntelectuais do ministro.
A prová-lo está ontem o episódio atinente ao cenário de possível greve no Seviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) durante o Euro 2004.
Instado a comentar este hipotético cenário pelos jornalistas, o ministro desenvolveu uma discurso fértil que excedeu as expectativas de todos, mesmo aqueles que por vezes são mais cépticos acerca do dom da palavra com que o ministro Arnaut foi bafejado.
Para poderem comprovar o que digo, eis a recomposição da entrevista:
Jornalista:
- Sr. Ministro, que comentário lhe oferece a possibilidade da existência de uma greve por parte do SEF durante o Euro 2004?
Ministro Arnaut:
- Não acredito que nenhum português queira aproveitar-se do Euro 2004 para prejudicar a imagem do seu país.
Jornalista:
- Considera que a segurança pode estar em risco caso a greve se confirme?
Ministro Arnaut:
- Não acredito que nenhum português queira aproveitar-se do Euro 2004 para prejudicar a imagem do seu país.
Jornalista:
- No entanto, se esta intenção dos inspectores do SEF for avante, que medidas tomará o Governo?
Ministro Arnaut:
- Não acredito que nenhum português queira aproveitar-se do Euro 2004 para prejudicar a imagem do seu país.
Jornalista:
- Os ministros da Administração Interna da União Europeia já manifestaram a
sua preocupação com os efeitos da eventual greve. Quer comentar?
Ministro Arnaut:
- Não acredito que nenhum português queira aproveitar-se do Euro 2004 para prejudicar a imagem do seu país.
... e com estas considerações tão profícuas sobre a matéria, os jornalistas renderam-se às evidências e desistiram de lhe colocar mais questões.
Um verdadeiro senador da palavra!
quarta-feira, março 31, 2004
terça-feira, março 30, 2004
Lucidez
Um alto dirigente da comunidade guineense estabelecido em Portugal escreveu uma carta a José Saramago desmonstrando a sua total discordância com a tese apresentada por este este autor no seu último livro. Para este representante dos guineenses votar em branco não é a solução para o regime democrático mas o seu maior problema.
Funchal Século XXI
Vista sobre a Marina, o Teatro Municipal e o Jardim Municipal in Sítio da CMF
Vista nocturna sobre o Funchal in Sítio da CMF
segunda-feira, março 29, 2004
Posts divertidos
A variante humorística do nosso blog está a crescer incomensuravelmente. É divertida a afirmação que vai no sentido de defender que alguém a quem não foi provado alguma coisa, embora também não tinha sido provado o contrário, pode bombardear e invadir um país. Reparem que o precedente justifica tudo, especialmente porque na descoberta desta prova são aqueles que bombardeiam que impõem os critérios e não, como se notou, os representantes das Nações Unidas. Muito democrático e justo. Diga-se que são estes justiceiros que possuem o maior arsenal de armas de destruição maciça do mundo.
Outra afirmação divertida sugere que os defensores do mundo livre também invadiram por outras razões: o apoio do Iraque ao terrorismo e o tratamento desumano que sofria o povo iraquiano. A última, então, é de um tipo se atirar para o chão de tanto rir. Talvez valesse a pena fazer uma lista de governos que tratam a sua população de forma desumana, mas nunca mais saiamos daqui. Os americanos sempre se estiveram nas tintas e ainda contibuiram, em muitas casos, note-se o exemplo óbvio da América Latina, na perpetuação de ditaduras sanguinárias. Quanto ao terrorismo já percebemos que de agora em diante vai servir para tudo. Recordem-se que o Estado Novo também chamava aos movimentos de libertação das colónias movimentos terroristas. Adiante.
Independentemente do que se pense do apoio de partidos políticos portugueses a determinados regimes deve distinguir-se o apoio de um partido minoritário, da participação concreta e militar de um governo que representa um país. É absolutamente diferente.
Muito, mas muito divertida é a acusação à comunicação social esquerdista que domina o país. Muito divertido. Assim de repente estou-me a lembrar desse revolucionário chamado Luis Delgado, um homem que é capaz de jurar a pés juntos que a história da soldado Lynch, violada por dez batalhões iraquianos, é realmente verdadeira.
Por último, lembrar que as FP 25 de Abril não devem ser confundidas com a esquerda. Ninguém neste nosso blog, seja de esquerda ou direito, alguma vez se identificou com as FPs. Mas recordemo-nos que este país é brando a julgar pessoas e no meio de tanto brandura, os FP's foram dos que levaram mais. Quando comparados com os torcionários da Pide que sobreviveram praticamente incólumes à revolução podemos perceber as diferenças. Por outro lado, não há nenhum FP 25 a ocupar um cargo importante neste país. O mesmo não se pode dizer de outros bombistas, de direita claro, que vão ocupando alegremente os seus cargos autárquicos.
Outra afirmação divertida sugere que os defensores do mundo livre também invadiram por outras razões: o apoio do Iraque ao terrorismo e o tratamento desumano que sofria o povo iraquiano. A última, então, é de um tipo se atirar para o chão de tanto rir. Talvez valesse a pena fazer uma lista de governos que tratam a sua população de forma desumana, mas nunca mais saiamos daqui. Os americanos sempre se estiveram nas tintas e ainda contibuiram, em muitas casos, note-se o exemplo óbvio da América Latina, na perpetuação de ditaduras sanguinárias. Quanto ao terrorismo já percebemos que de agora em diante vai servir para tudo. Recordem-se que o Estado Novo também chamava aos movimentos de libertação das colónias movimentos terroristas. Adiante.
Independentemente do que se pense do apoio de partidos políticos portugueses a determinados regimes deve distinguir-se o apoio de um partido minoritário, da participação concreta e militar de um governo que representa um país. É absolutamente diferente.
Muito, mas muito divertida é a acusação à comunicação social esquerdista que domina o país. Muito divertido. Assim de repente estou-me a lembrar desse revolucionário chamado Luis Delgado, um homem que é capaz de jurar a pés juntos que a história da soldado Lynch, violada por dez batalhões iraquianos, é realmente verdadeira.
Por último, lembrar que as FP 25 de Abril não devem ser confundidas com a esquerda. Ninguém neste nosso blog, seja de esquerda ou direito, alguma vez se identificou com as FPs. Mas recordemo-nos que este país é brando a julgar pessoas e no meio de tanto brandura, os FP's foram dos que levaram mais. Quando comparados com os torcionários da Pide que sobreviveram praticamente incólumes à revolução podemos perceber as diferenças. Por outro lado, não há nenhum FP 25 a ocupar um cargo importante neste país. O mesmo não se pode dizer de outros bombistas, de direita claro, que vão ocupando alegremente os seus cargos autárquicos.
La France
"Derrota Histórica da Direita Francesa nas Eleições Regionais "
Depois disto assolam-se várias dúvidas na minha mente para justificar este resultado eleitoral. Avanço com algumas hipóteses para explicar o sucedido:
1ª hipótese: Foi mais uma vitória dos terroristas, como aconteceu em Espanha.
2ª hipótese: Foi um voto de protesto contra o facto da França não ter alinhado com o "Mundo Livre" na invasão e saque do Iraque.
3ª Hipótese: Foi um voto de protesto para um Governo que tem sistematicamente obliterado direitos sociais ao povo francês ao longo da sua legislatura.
4ª Hipótese: Os líderes regionais franceses de direita tiveram uma actuação política miserável neste último mandato.
...
Neste momento confesso que estou mais inclinado para aceitar como mais válidas as duas primeiras hipóteses.
Parecem-me ser as mais razoáveis...
Depois disto assolam-se várias dúvidas na minha mente para justificar este resultado eleitoral. Avanço com algumas hipóteses para explicar o sucedido:
1ª hipótese: Foi mais uma vitória dos terroristas, como aconteceu em Espanha.
2ª hipótese: Foi um voto de protesto contra o facto da França não ter alinhado com o "Mundo Livre" na invasão e saque do Iraque.
3ª Hipótese: Foi um voto de protesto para um Governo que tem sistematicamente obliterado direitos sociais ao povo francês ao longo da sua legislatura.
4ª Hipótese: Os líderes regionais franceses de direita tiveram uma actuação política miserável neste último mandato.
...
Neste momento confesso que estou mais inclinado para aceitar como mais válidas as duas primeiras hipóteses.
Parecem-me ser as mais razoáveis...
sexta-feira, março 26, 2004
Sobre o desejo
Quanto àqueles que desejam ardentemente que uma bomba expluda (à boa maneira das FP-25 de Abril, esses bravos combatentes pela liberdade, verdadeiros assassinos que nunca cumpriram pena) relembro que às vezes podem estar a incentivar que ela apareça mesmo. É que há tanto louco por aí, que nada me espantaria ver um anarquista a colocar uma bomba no galinheiro mais próximo para depois toda a gente andar a dizer que a culpa foi do Dr. Barroso e do Dr. Portas e do apoio ao pateta do Sr. Bush. Nesta esquerda já nada me espanta.
Sobre as frustrações
Frustrações da esquerda
- estava à espera que os americanos plantassem as armas no Iraque para finalmente legitimarem a sua intervenção. Tal não aconteceu. Essa táctica de guerrilha é mais vezeira de outros regimes e de outros pensamentos políticos para quem a manipulação dos meios (principalmente das massas e da comunicação social esquerdista instalada no burgo para quem ser intelectual é ser de esquerda) justifica os fins;
- estava à espera de “um milhão de mortos” e de uma catástrofe humanitária sem precedentes. Também não aconteceu.
- estava à espera que o povo iraquiano ficasse pior, mas, pasme-se, o povo, que aos poucos vai perdendo o medo, até já diz que está a viver melhor;
- estava à espera que os americanos plantassem as armas no Iraque para finalmente legitimarem a sua intervenção. Tal não aconteceu. Essa táctica de guerrilha é mais vezeira de outros regimes e de outros pensamentos políticos para quem a manipulação dos meios (principalmente das massas e da comunicação social esquerdista instalada no burgo para quem ser intelectual é ser de esquerda) justifica os fins;
- estava à espera de “um milhão de mortos” e de uma catástrofe humanitária sem precedentes. Também não aconteceu.
- estava à espera que o povo iraquiano ficasse pior, mas, pasme-se, o povo, que aos poucos vai perdendo o medo, até já diz que está a viver melhor;
Sobre as responsabilidades
Esperemos que não tenhamos um dia que pedir responsabilidades ao Dr. Carvalhas pela sua subserviência a um regime decrépito que entre outras coisas manda matar o delito de opinião. Esperemos que não tenhamos um dia que pedir responsabilidades ao Dr. Bernardino pela sua subserviência para com um regime que mata à fome um terço da sua população. And so on, and so on....
Sobre a Guerra ilegal e sobre as provas
Relembro, aos mais distraídos, que o ónus da prova estava do lado do Iraque, país que desde 1991 violava sistematicamente as resoluções da ONU. Caberia aos iraquianos provar que não tinham armas e não o contrário. E desde cedo que se tentou inverter esse papel: fazer dos americanos os responsáveis por encontrar as ADM. Só que a não cooperação do Iraque presumiu um forte indício de culpa que aliás veio a ser confirmado pelo próprio Relatório Blix . Este relatório, ao contrário da poluição levantada, diz muito claramente e por várias vezes que há informação, classificada, por quem elaborou o relatório (o próprio Blix, portanto), como em falta, inexacta, insuficiente, incompleta e ainda que as informações prestadas pelo Iraque são omissas, inconsistentes, discrepantes, contraditórias ou imbuídas de explicação improvável (“not specific”, “insufficient”, “concealed”, “incomplete”, “unverifiable” e ainda “omissions”, “inconsistencies”, “discrepancies”, “improbable explanations”). Quem quiser ler que leia e tire as suas ilações.
Contudo é ainda errado dizer que as armas eram o único argumento para a invasão. Havia ainda outras duas preocupações centrais: o apoio ao terrorismo e o tratamento criminoso dado ao povo iraquiano, aspectos que ao longo do tempo foram sendo interessantemente esquecidos na comunicação social ocupada em proteger um ditador marxista (se fosse o Milosevic...). Estes dois aspectos estão a ser parcialmente conseguidos. Mas há falta de prova inequívoca (e relembro que o ónus estava do lado iraquiano) valia a força do argumento. E o argumento indiciava que era muito provável que Saddam tivesse as tais armas. E o ditador não se preocupou lá muito em provar o contrário.
Contudo é ainda errado dizer que as armas eram o único argumento para a invasão. Havia ainda outras duas preocupações centrais: o apoio ao terrorismo e o tratamento criminoso dado ao povo iraquiano, aspectos que ao longo do tempo foram sendo interessantemente esquecidos na comunicação social ocupada em proteger um ditador marxista (se fosse o Milosevic...). Estes dois aspectos estão a ser parcialmente conseguidos. Mas há falta de prova inequívoca (e relembro que o ónus estava do lado iraquiano) valia a força do argumento. E o argumento indiciava que era muito provável que Saddam tivesse as tais armas. E o ditador não se preocupou lá muito em provar o contrário.
quinta-feira, março 25, 2004
Entretanto ... algures nas Beiras
Carlos Horácio, que nos pediu para não revelarmos a sua verdadeira identidade, embora possamos afirmar que realmente se chama Vasco Palouro das Neves, está a ultimar um post há 280 dias: "Ponho a vírgula ou não ponho a vírgula. Bolas que trabalheira."
Já é oficial
Um tal de Eleutério César Rodrigues, bloguista confesso, chegou hoje ao extraordinário número de 1854 posts não publicados batendo, deste modo, um record que já lhe pertencia. Parabéns para o homem mais virtual do espaço virtual.
O MESSIAS
Anuncia-se o salvador. Geneticistas afirmam que não há quaisquer dúvidas: o Benfica vai de certeza ser campeão em 2024. Nasceu o neto do Eusébio.
Ainda sobre o terrorismo
O argumento, várias vezes repetido entre os adeptos da intervenção militar no Iraque, de que o desfecho das eleições em Espanha foi uma vitória do terrorismo é desprezível. Têm razão ainda, apesar de entretanto terem sido acusados de demagogia, todos aqueles que responsabilizam os governos ocidentais que participaram na guerra por qualquer dano infligindo sobre populações civis dos seus países. Sim, são eles os responsáveis. Esperemos que não tenhamos um dia que pedir responsabilidades ao Dr. Durão pela sua subserviência. Fez escândalo a afirmação do Dr. Soares quando sugeriu que se deve procurar negociar com os terroristas. O Dr. Portas veio logo vociferar: é impossível negociar com terroristas. O Dr. Portas e o Dr. Barroso colocaram o nosso país ao lado de nações que invadem fora do direito internacional, que desrespeitam resoluções das Nações Unidas, que bombarderam e mataram muito mais dos que os terroristas de que fala o Dr. Portas tão horrorizado. São estes os nossos aliados, que agem tão impunemente que nem a preocupação têm de inventar umas quaisquer armas de destruição maciça para legitimar os seus actos. Se em muitos países da Europa se começa a sentir o medo na rua, se vivemos cada vez numa paranóia securitária, devemo-lo aos «defensores da liberdade». Não é demagogia afirmar isto, é simplesmente a verdade.
O chamado fundamentalismo islâmico nasceu da miséria e da opressão, de vidas deploráveis que as mesquitas acabaram por proteger. Em troca das mínimas condições de vida, que os Estados corruptos e os invasores estrangeiros nunca quiseram dar, estes evangelistas do corão mais ortodoxo pedem a entrega das almas. O ódio do ocidente gera mais ódio, a modernização já muito evidente em países como o Irão é posta em causa pela política dos Estados Unidos e dos seus acólitos. Não podemos cair no erro de olhar para estes indivíduos e considerá-los uns loucos irracionais. Eles são muito racionais, sabem perfeitamente o que querem. Os terroristas não são marcianos, encarnações do mal, são pessoas e as suas acções, obviamente condenáveis, têm causas. São essas causas que têm que ser interrogadas.
Mas claro que que a força interna de um império exige um inimigo, nem que ele tenha que ser inventado. E depois da Al-Qaeda? Quando é que a América se vira mais para a Oriente?
O chamado fundamentalismo islâmico nasceu da miséria e da opressão, de vidas deploráveis que as mesquitas acabaram por proteger. Em troca das mínimas condições de vida, que os Estados corruptos e os invasores estrangeiros nunca quiseram dar, estes evangelistas do corão mais ortodoxo pedem a entrega das almas. O ódio do ocidente gera mais ódio, a modernização já muito evidente em países como o Irão é posta em causa pela política dos Estados Unidos e dos seus acólitos. Não podemos cair no erro de olhar para estes indivíduos e considerá-los uns loucos irracionais. Eles são muito racionais, sabem perfeitamente o que querem. Os terroristas não são marcianos, encarnações do mal, são pessoas e as suas acções, obviamente condenáveis, têm causas. São essas causas que têm que ser interrogadas.
Mas claro que que a força interna de um império exige um inimigo, nem que ele tenha que ser inventado. E depois da Al-Qaeda? Quando é que a América se vira mais para a Oriente?
quarta-feira, março 24, 2004
A Muralha Romana de Viseu
No início deste mês, na sequência das obras de requalificação da Rua Formosa, no centro de Viseu, foi descoberto um troço da muralha romana que delimitava a cidade, que, segundo os arqueólogos, remonta ao século IV.
Descrita pela responsável do Instituto Português de Arqueologia como «muito bem conservada, com grande pedras aparelhadas e muito bem sobrepostas», o aparecimento deste troço da muralha permitiu aos arqueólogos descobrir o traçado dum presumível torreão adossado à muralha e situar para já duas torres associadas, uma quadrangular e outra circular. (http://arqueoblogo.blogspot.com)
Entretanto, instado a pronunciar-se sobre o destino a dar à muralha, se ficará ou não à vista, uma vez que se trata de uma zona classificada, o IPPAR enviou dois técnicos de Coimbra até Viseu para darem o seu parecer.
Na reacção imediata para os órgãos de comunicação social os dois técnicos, não obstante a importância da descoberta, considerada o maior achado arqueológico das últimas décadas da cidade de Viseu, opinaram que a solução sugerida pelos arqueólogos para a musealização da muralha (a colocação de um vidro no chão que permitisse ver a muralha) era muito onerosa, sem contudo precisarem os custos dessa solução, e que o melhor seria enterrá-la...
Face às reacções negativas de diversos especialistas e mesmo de parte da população, que se mostrou entusiasmada com a descoberta da muralha e com a luz que ela trará ao conhecimento da História da sua cidade, o IPPAR vem agora dizer em parecer que os trabalhos de escavação devem prosseguir e que o destino a atribuir à muralha romana continua em aberto.
Ora aqui está uma decisão bem mais sensata e razoável!
Se, de facto, o testemunho encontrado se reveste de importância tão grande (considerada pelos arqueólogos como uma raridade em Portugal) para o conhecimento das origens e evolução da cidade de Viseu, ele não se compagina com decisões tomadas no imediato e sem qualquer suporte de legitimação como fizeram aqueles dois técnicos na semana passada.
Afinal de contas, os viseenses, principalmente, mas também aqueles que demandam a cidade, têm direito a conhecer o legado histórico do local onde nasceram e vivem.
Descrita pela responsável do Instituto Português de Arqueologia como «muito bem conservada, com grande pedras aparelhadas e muito bem sobrepostas», o aparecimento deste troço da muralha permitiu aos arqueólogos descobrir o traçado dum presumível torreão adossado à muralha e situar para já duas torres associadas, uma quadrangular e outra circular. (http://arqueoblogo.blogspot.com)
Entretanto, instado a pronunciar-se sobre o destino a dar à muralha, se ficará ou não à vista, uma vez que se trata de uma zona classificada, o IPPAR enviou dois técnicos de Coimbra até Viseu para darem o seu parecer.
Na reacção imediata para os órgãos de comunicação social os dois técnicos, não obstante a importância da descoberta, considerada o maior achado arqueológico das últimas décadas da cidade de Viseu, opinaram que a solução sugerida pelos arqueólogos para a musealização da muralha (a colocação de um vidro no chão que permitisse ver a muralha) era muito onerosa, sem contudo precisarem os custos dessa solução, e que o melhor seria enterrá-la...
Face às reacções negativas de diversos especialistas e mesmo de parte da população, que se mostrou entusiasmada com a descoberta da muralha e com a luz que ela trará ao conhecimento da História da sua cidade, o IPPAR vem agora dizer em parecer que os trabalhos de escavação devem prosseguir e que o destino a atribuir à muralha romana continua em aberto.
Ora aqui está uma decisão bem mais sensata e razoável!
Se, de facto, o testemunho encontrado se reveste de importância tão grande (considerada pelos arqueólogos como uma raridade em Portugal) para o conhecimento das origens e evolução da cidade de Viseu, ele não se compagina com decisões tomadas no imediato e sem qualquer suporte de legitimação como fizeram aqueles dois técnicos na semana passada.
Afinal de contas, os viseenses, principalmente, mas também aqueles que demandam a cidade, têm direito a conhecer o legado histórico do local onde nasceram e vivem.
segunda-feira, março 22, 2004
BOMBA
Esquadra da GNR: algures a caminho da Covilhã
-Tô? Olhe é só para lhe dizer que nós acabamos de colocar umas quantas bombas na linha da Covilhã. Prontos... Também não há-de vir daí mal ao mundo porque sempre é uma linha do interior... Morrem pouquitos e os que forem serão velhotes com certeza...
-Xinhe, Xinhe... Olhi, um mumuentu que eu bou xó aqui cunfirmar uma coizita...
[soldado da GNR faz uma ligação para a estação de comboios da Covilhã de um segundo telefone]
-Tôeh? Ó Ramalho tú bota aí o teu pesscosço pela jênêla fora e diz-mi se bês por aí algum pacoti?
-Bou a bêr.............................. Nãum! Antão porquei? Alguém deixou aqui alguma coiza?
-Nâum carago.. Tenho este c##lho aqui ao telefone a dizeri que bão botar umas bombas ou lá qué issso... O tipo debe pensar que eu sõ burro. Antão pois se ele fala português... Os terroristas xão todos arábicos, antão num é?
-Poizé! Falum arábico, lá isso é berdade!
-Prontozz. Obrigadinhoz!
[retoma a chamada anterior]
-Tôeh! Pois ainda benhe que está aí. Olhe lá... Bocê pença que eu num tenho mais nada pra fazeri! Bocê num xabe que ao inbés de eu estar aqui a falar cunsigo pudia estar a ir atráz dos arábicos mesmo à séria. Beja-se se ganha juízo... Num quer ir trabalhar é o que é... Depois diz que botou bombas! É por ixo que este país num bai pra frenti! Ninguém quer fazer nenhumhé. Tenha bergonha home, tenha bergonha!
BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM
NOTA: O Governo não dá credibilidade às ameaças de bomba baseado nas informações das suas forças policias.
AO MESMO TEMPO.....
Algures num gabinete de estado: Catherine Deneuve (vulgo PP) diverte-se com o seu novo submarino em miniatura...
Algures em São Bento: Barroso liga a Berlusconi para este último lhe indicar a equipe médica que lhe fez o lifting. Finalmente Barroso está a pensar em fazer algo ao seu nariz... Se bem que só se sinta mesmo mal com ele (o nariz pontiagudo, entenda-se) quando o PP o olha fixamente...
-Tô? Olhe é só para lhe dizer que nós acabamos de colocar umas quantas bombas na linha da Covilhã. Prontos... Também não há-de vir daí mal ao mundo porque sempre é uma linha do interior... Morrem pouquitos e os que forem serão velhotes com certeza...
-Xinhe, Xinhe... Olhi, um mumuentu que eu bou xó aqui cunfirmar uma coizita...
[soldado da GNR faz uma ligação para a estação de comboios da Covilhã de um segundo telefone]
-Tôeh? Ó Ramalho tú bota aí o teu pesscosço pela jênêla fora e diz-mi se bês por aí algum pacoti?
-Bou a bêr.............................. Nãum! Antão porquei? Alguém deixou aqui alguma coiza?
-Nâum carago.. Tenho este c##lho aqui ao telefone a dizeri que bão botar umas bombas ou lá qué issso... O tipo debe pensar que eu sõ burro. Antão pois se ele fala português... Os terroristas xão todos arábicos, antão num é?
-Poizé! Falum arábico, lá isso é berdade!
-Prontozz. Obrigadinhoz!
[retoma a chamada anterior]
-Tôeh! Pois ainda benhe que está aí. Olhe lá... Bocê pença que eu num tenho mais nada pra fazeri! Bocê num xabe que ao inbés de eu estar aqui a falar cunsigo pudia estar a ir atráz dos arábicos mesmo à séria. Beja-se se ganha juízo... Num quer ir trabalhar é o que é... Depois diz que botou bombas! É por ixo que este país num bai pra frenti! Ninguém quer fazer nenhumhé. Tenha bergonha home, tenha bergonha!
BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM BUM
NOTA: O Governo não dá credibilidade às ameaças de bomba baseado nas informações das suas forças policias.
AO MESMO TEMPO.....
Algures num gabinete de estado: Catherine Deneuve (vulgo PP) diverte-se com o seu novo submarino em miniatura...
Algures em São Bento: Barroso liga a Berlusconi para este último lhe indicar a equipe médica que lhe fez o lifting. Finalmente Barroso está a pensar em fazer algo ao seu nariz... Se bem que só se sinta mesmo mal com ele (o nariz pontiagudo, entenda-se) quando o PP o olha fixamente...
O Islão e a Modernidade
Na semana passada o Marçal relembrou aqui, a propósito das saudosas aulas do Moisés Espírito Santo, a questão da ruptura que o Islão efectuou com a modernidade, no que concerne ao campo científico, teológico e cultural, a partir do século XII.
Este fim de semana deu-me para rever um livro muito interessante do Moisés, de seu nome "Introdução Sociológica ao Islão", onde ele retrata muito bem esse processo evolutivo de anatemização da modernidade pelo Islão, concomitante da perda de influência do Chiismo em prol do Sunismo.
Passo a citar um excerto exemplificativo:
"A imposição da Suna do Profeta, nos séculos XI e XII, pelos dogmas repressivos da inteligência foi uma regressão à religião da tribo que o mundo islâmico não corrigirá sem algumas catástrofes.
Aceitando o Islão como ele nos vem do século XII:
- com a regra da interpretação literal que eliminou a interpretação alegórica;
- com o fecho da reflexão;
- com o dogma da irresponsabilidade individual;
- com a proibição de "perguntar como";
- com o pecado da inovação;
a razão do Islão está hoje do lado dos fundamentalistas".
Este fim de semana deu-me para rever um livro muito interessante do Moisés, de seu nome "Introdução Sociológica ao Islão", onde ele retrata muito bem esse processo evolutivo de anatemização da modernidade pelo Islão, concomitante da perda de influência do Chiismo em prol do Sunismo.
Passo a citar um excerto exemplificativo:
"A imposição da Suna do Profeta, nos séculos XI e XII, pelos dogmas repressivos da inteligência foi uma regressão à religião da tribo que o mundo islâmico não corrigirá sem algumas catástrofes.
Aceitando o Islão como ele nos vem do século XII:
- com a regra da interpretação literal que eliminou a interpretação alegórica;
- com o fecho da reflexão;
- com o dogma da irresponsabilidade individual;
- com a proibição de "perguntar como";
- com o pecado da inovação;
a razão do Islão está hoje do lado dos fundamentalistas".
sexta-feira, março 19, 2004
ATENTADOS
RECEBI ESTE E-MAIL. INFELIZMENTE NAO SE SABE AO CERTO QUEM E O AUTOR. DESDE JA GOSTARIA DE DIZER QUE NAO E NENHUM DOS PATOS. MAS DADO A RELEVANCIA DO E-MAIL, AQUI VAI!
Por Alá
Aconselhamos todos os filhos de Maomé a não tentarem qualquer atentado
em Portugal. É um país complicado. Uma acção nossa dificilmente traria
algum proveito para a nossa Sagrada Causa.
1 - Nenhum atentado por nós tentado teria resultados mais espectaculares no congestionamento do tráfego ferroviário do que aquele conseguido pela própria CP.
2 - É difícil planear um atentado em comboios e autocarros. Nunca se consegue saber a que horas passam nem sequer os dias em que circulam, devido às greves constantes.
3 - A reivindicação do atentado seria de uma inutilidade extrema. A oposição portuguesa iria imediatamente culpar o ministro da Administração Interna, o secretário de Estado dos Transportes e as empresas transportadoras. Qualquer alegação da nossa parte seria recebida com desdém pelo Bloco de Esquerda. "Al-Qaeda? 'Teja calado, caralho. 'Tá-se me'mo a ver c'a culpa é dos cabrões das empresas capitalistas e do governo que lhes apara o jogo. Fazem tudo
para poupar uns trocos. Isto é de certeza uns motores mal amanhados que compraram na Coreia do Sul, de uma fábrica que deixou aqui centenas no desemprego. É o que lhe digo, amigo, a globalização fode isto tudo. Al-Qaeda... Tenha juízo, pazinho."
4 - Alertamos também para a dificuldade de organizar uma acção como a de Madrid. Em Portugal, mal um de vocês deixasse uma mochila no comboio, logo um simpático português correria atrás de vocês a gritar "Ó chefe, chefe, esqueceu-se do seu saco, amigo." E depois pensaria para si mesmo: "Sacana do monhé ainda faz má cara. Vem um gajo aqui de manhãzinha, descansadinho da vida e ainda tem de ser criado desta estrangeirada toda."
5 - Não será fácil mobilizar o povo contra a presença de tropas portuguesas no Iraque. Os portugueses, pelas informações que obtivemos, gostariam que TODA a GNR - principalmente uma tal BT - estivesse destacada no Iraque ou em qualquer lugar bem longe do país.
6 - A detonação por telemóvel é também bastante desaconselhável. Devido à quantidade de telemóveis em território português, existe o perigo real dos explosivos rebentarem em alturas menos próprias com algum dos constantes toques que se fazem ouvir a toda a hora e em qualquer lugar.
7 - Também gostaríamos de alertar para o perigo real da presença de jornalistas da televisão no local dos atentados a perguntar às pessoas o que sentem depois de terem ficado sem uma perna, com a cara desfeita ou partidos em dois. Ao pé dessa gente, a AQ é um bando de organizadores de festas de salão.
Procurem mas é outro sítio, que esse já está suficientemente rebentado.
Vosso,
Binbin
Por Alá
Aconselhamos todos os filhos de Maomé a não tentarem qualquer atentado
em Portugal. É um país complicado. Uma acção nossa dificilmente traria
algum proveito para a nossa Sagrada Causa.
1 - Nenhum atentado por nós tentado teria resultados mais espectaculares no congestionamento do tráfego ferroviário do que aquele conseguido pela própria CP.
2 - É difícil planear um atentado em comboios e autocarros. Nunca se consegue saber a que horas passam nem sequer os dias em que circulam, devido às greves constantes.
3 - A reivindicação do atentado seria de uma inutilidade extrema. A oposição portuguesa iria imediatamente culpar o ministro da Administração Interna, o secretário de Estado dos Transportes e as empresas transportadoras. Qualquer alegação da nossa parte seria recebida com desdém pelo Bloco de Esquerda. "Al-Qaeda? 'Teja calado, caralho. 'Tá-se me'mo a ver c'a culpa é dos cabrões das empresas capitalistas e do governo que lhes apara o jogo. Fazem tudo
para poupar uns trocos. Isto é de certeza uns motores mal amanhados que compraram na Coreia do Sul, de uma fábrica que deixou aqui centenas no desemprego. É o que lhe digo, amigo, a globalização fode isto tudo. Al-Qaeda... Tenha juízo, pazinho."
4 - Alertamos também para a dificuldade de organizar uma acção como a de Madrid. Em Portugal, mal um de vocês deixasse uma mochila no comboio, logo um simpático português correria atrás de vocês a gritar "Ó chefe, chefe, esqueceu-se do seu saco, amigo." E depois pensaria para si mesmo: "Sacana do monhé ainda faz má cara. Vem um gajo aqui de manhãzinha, descansadinho da vida e ainda tem de ser criado desta estrangeirada toda."
5 - Não será fácil mobilizar o povo contra a presença de tropas portuguesas no Iraque. Os portugueses, pelas informações que obtivemos, gostariam que TODA a GNR - principalmente uma tal BT - estivesse destacada no Iraque ou em qualquer lugar bem longe do país.
6 - A detonação por telemóvel é também bastante desaconselhável. Devido à quantidade de telemóveis em território português, existe o perigo real dos explosivos rebentarem em alturas menos próprias com algum dos constantes toques que se fazem ouvir a toda a hora e em qualquer lugar.
7 - Também gostaríamos de alertar para o perigo real da presença de jornalistas da televisão no local dos atentados a perguntar às pessoas o que sentem depois de terem ficado sem uma perna, com a cara desfeita ou partidos em dois. Ao pé dessa gente, a AQ é um bando de organizadores de festas de salão.
Procurem mas é outro sítio, que esse já está suficientemente rebentado.
Vosso,
Binbin
quinta-feira, março 18, 2004
Lamentável...
Lamentável ver um ex-Presidente da República (só pode estar senil) defender negociações com terroristas (um senhor cada vez mais insuportável);
Lamentável ver o triste espectáculo dado pelo dr. Carvalhas (intimamente, deve desejar e muito que tal aconteça) a responsabilizar o governo por um eventual futuro ataque da Al-Qaeda por terras portuguesas;
Lamentável ver toda a esquerda portuguesa a desculpabilizar uma organização terrorista, que mata inocentes, para colocar confortavelmente as culpas no Sr. Bush, no Sr. Blair e no Sr. Aznar (e por arrasto no Sr. Barroso também), líderes democraticamente eleitos;
Lamentável sentir que os terroristas já conseguem impor a sua vontade e balizar as próprias decisões de estados democráticos. Será que ninguém percebe que nos estão a roubar a liberdade?
Lamentável sentir a impotência europeia (proveniente da sua enorme fraqueza e de um profundo estado de decadência) face a um inimigo atroz e que a colocou já à sua mercê. Tristes tempos estes. E ainda aqui vamos.
Lamentável ver o triste espectáculo dado pelo dr. Carvalhas (intimamente, deve desejar e muito que tal aconteça) a responsabilizar o governo por um eventual futuro ataque da Al-Qaeda por terras portuguesas;
Lamentável ver toda a esquerda portuguesa a desculpabilizar uma organização terrorista, que mata inocentes, para colocar confortavelmente as culpas no Sr. Bush, no Sr. Blair e no Sr. Aznar (e por arrasto no Sr. Barroso também), líderes democraticamente eleitos;
Lamentável sentir que os terroristas já conseguem impor a sua vontade e balizar as próprias decisões de estados democráticos. Será que ninguém percebe que nos estão a roubar a liberdade?
Lamentável sentir a impotência europeia (proveniente da sua enorme fraqueza e de um profundo estado de decadência) face a um inimigo atroz e que a colocou já à sua mercê. Tristes tempos estes. E ainda aqui vamos.
O Blog do Caldas
Se está triste, deprimido e amargurado com a vida, anime-se!
Temos para si a solução ideal: O Blog do Caldas!!!
Um magnífico anti-depressivo, sob uma embalagem azul e amarela, que lhe alivia imediatamente os sintomas da tristeza e lhe proporciona uma imediata e infinita sensação de alegria e bem estar!
O Blog do Caldas é um medicamento à base de substâncias naturais extraídas de plantas da Linha misturadas com o puro fermento de queques.
Combinando o anedótico com o hilariante, o blog do Caldas é também um eficaz laxante. Deve ser tomado durante 5 dias, duas vezes ao dia.
Atenção: A sobredosagem do blog do Caldas pode provocar lesões cerebrais irreversíveis e delírio nos pacientes!
Temos para si a solução ideal: O Blog do Caldas!!!
Um magnífico anti-depressivo, sob uma embalagem azul e amarela, que lhe alivia imediatamente os sintomas da tristeza e lhe proporciona uma imediata e infinita sensação de alegria e bem estar!
O Blog do Caldas é um medicamento à base de substâncias naturais extraídas de plantas da Linha misturadas com o puro fermento de queques.
Combinando o anedótico com o hilariante, o blog do Caldas é também um eficaz laxante. Deve ser tomado durante 5 dias, duas vezes ao dia.
Atenção: A sobredosagem do blog do Caldas pode provocar lesões cerebrais irreversíveis e delírio nos pacientes!
terça-feira, março 16, 2004
Mundo livre
No mundo livre. Em Inglaterra. Ana ia como de costume para a sua aula semanal de aerobica, quintas, as seis da tarde. Quando chegou ao ginasio a entrada na aula foi-lhe barrada. Ana tinha chegado 4 minutos atrasada. Segundo a recepcionista, Ana tinha perdido 4 minutos dos 15 minutos iniciais reservados a exercicios de aquecimento logo a sua probabilidade de contrair um acidente muscular aumentou substancialmente. Caso isso acontecesse, Ana poderia processar o ginasio, a professora e, no final da cadeia, a recepcionista que a deixou entrar. Para precaver tal situacao (veja-se, nao o acidente em si, mas o processo) a entrada e barrada a quem chegue atrasada(o) 1, 2, 3, 4 minutos… Ana pediu para reclamar. Logico que nao poderia alegar que estavam todos loucos. Como tal alegou que 4 minutos em 15 nao faria grande diferenca. Ana aguarda agora que lhe respondam. Talvez, pensa ela, ir-lhe-ao pedir uma carta do medico em que ateste a sua capacidade fisica para suportar a perda de 4 minutos em 15 de aquecimento. Mas talvez o medico nao escreva a carta. Com medo de mais tarde vir a ser processado. Mundo livre do que? Nao da insanidade e da paranoia…
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