quinta-feira, março 31, 2005
Os ingleses e suas colonias...
Mugabe não e um santo. E um ditador. Mas Mugabe estudou no berço da 'boa civilização': no Reino Unido. Como um ‘mau selvagem’, regressou para expulsar os brancos que ha mais de 75 anos atrás tinham usurpado, a forca da bala, as terras das gentes que povoavam a então Rodesia. Os 38% de malnutrição não são decorrentes da ma gestão por parte do povo (negro) do processo produtivo agrícola no Zimbábue (no fundo é isto que os ingleses querem dizer, mas são demasiado 'hipocritamente correctos') mas da grave seca que assola o pais e, é claro, do despótico governo de Mugabe, que se rodeou de ávidos caciques.
quarta-feira, março 30, 2005
Demasiado Humano
Greenpeace vs Vicaima
Esse “modus operandi” dos “guerreiros do arco-íris” da Greenpeace deriva do seu perfil altamente distintivo como movimento ambientalista.
A partir da identificação das principais questões através de informações e técnicas de investigação em todo o planeta, da organização de campanhas específicas em torno de metas palpáveis, o movimento ambientalista internacional leva ao conhecimento do grande público uma determinada questão, através de acções espectaculares com o fito de atrair a atenção dos media, visando forçar empresas, governos ou instituições a tomarem medidas credíveis ou então a terem de enfrentar uma futura publicidade negativa.
Soubesse tal o bravio administrador da Vicaima, - um exemplo de que nem sempre a idade traz sapiência nem juízo - e a acção contestatária poderia ter-se desenrolado com bastante mais urbanidade.
segunda-feira, março 28, 2005
O PS e as Presidenciais
Essas duas intenções ambivalentes resultam do imbróglio que a maioria dos dirigentes do PS, incluindo o próprio Sócrates, criou com a vetusta litania de que Guterres seria o candidato natural e mais adequado à Presidência da República por parte do PS.
Alertado para as dificuldades praticamente insolúveis da imposição popular da candidatura de Guterres, não tanto na área de influência política do PS, mas no espectro partidário mais vasto de esquerda, das quais o próprio Guterres também tem noção, ao adiar quase ad eternum uma pronúncia pessoal a confirmar ou refutar a candidatura, e consciente de que para enfrentar Cavaco o partido terá que apresentar um candidato que acolha opiniões mais favoráveis do eleitores do PCP e do Bloco, pois que estes poderão ser decisivos na refrega presidencial, Sócrates, com a publicitação deste apoio, subtilmente manifestou já a sua pretensão de revogar a preferência inicial.
Com Guterres atirado para fora de jogo ainda no período de aquecimento por falta de atributos eleitorais, quem avançar pelo PS, para além dos votos dos eleitores do PS, terá de ser um candidato que congregue uma forte adesão de todo o espectro partidário de esquerda e que não provoque uma fragmentação excessiva do voto dos eleitores que com a mesma se identificam.
Nesta altura, a única personalidade que pode aspirar a tal chama-se Ferro Rodrigues.
sexta-feira, março 25, 2005
quarta-feira, março 23, 2005
O que debater nos têxteis?
Há no entanto que ressalvar que Soares aludiu ao problema do Sistema Nacional de Saúde (esse sim, uma prova de fogo para o actual governo), e os Verdes foram o único partido a questionar frontalmente o governo sobre a eventualidade do 'não' ao aborto vencer neste referendo. De fora ficaram: questões CONCRETAS sobre o código do trabalho, reforma fiscal, segurança social, a questão do redimensionamento das universidades, do combate ao insucesso e abandono escolar, entre muitas outras. Num governo de maioria espera-se uma oposição construtiva, forte e coerente. No parlamento os cérebros dos deputados de oposição já estão no Algarve, Vilamoura...
A ciclicidade das notícias
Há três ou quatro anos, uma série de assaltos a bombas de gasolina e um envolvendo uma actriz menor (Lídia Franco), fez com que em Portugal muita gente jurasse viver numa terra sem lei nem roque, onde a bandidagem fazia o que queria, inclusive gozar da polícia. Redondo equívoco, como se viu. Falso alarme para enganar e criar uma espécie de insegurança colectiva, onde toda a gente apontou o dedo a toda a gente. Também nessa altura a comunicação social fez um show off medonho empolando situações dignas do mais puro caricato desde gangs à solta a terroristas de sete costados. E também nessa altura, muita gente foi entrevistada, muito rancor foi jogado e muitos especialistas foram consultados. Efeitos? Praticamente nenhuns. No regresso à normalidade toda a gente percebeu que a fotografia era manifestamente exagerada e que não representava a realidade. A coisa parece-me que se volta agora a repetir. Portugal é muito provavelmente um dos países mais seguros da Europa (o que equivale a dizer do Mundo) e nos últimos tempos não se deu nenhuma alteração significativa para que tal deixasse de se suceder. Continuamos, no fundo, a ser um país de brandos costumes – não na violência doméstica, por exemplo, ou mesmo para com outro género de indefesos – e não há razão para alarme. Não se deixem influenciar. Afinal, “Aníbal (não) está às portas” como diziam os romanos para assustar as suas criancinhas….
terça-feira, março 22, 2005
Lisboa para os lisboetas?
Imaginem a lógica: não é admissível que existam lisboetas desempregados em Lisboa quando há pessoas de outros regiões do país a ocuparem o seu lugar. Vão para a vossa terra e para a vossa cultura, voltem para a terra dos vossos pais, voltem para as Beiras, para o Alentejo, para a Madeira, para o Norte, para o Minho, para Trás-os-Montes, vão e deixem Lisboa para os lisboetas. Rua. Pirem-se da capital.
Amadora
Era bom, no entanto, que os media e a população portuguesa se preocupassem com outros crimes e criminosos.
Notariam, então, que em sítios resguardados dos meliantes mencionados em cima, onde não há velhinhas assaltadas por esticão, e se vive numa paz de classe média, muitas vezes protegida pela cancela do condomínio fechado, existem cidadãos brancos e portugueses, com frota automóvel vasta, casas na praia e no campo, carteira de acções recheada, quiçá mesmo um helicopterozinho ou um barquito de recreio, que declaram às Finanças o bom do ordenado mínimo. A estes não podemos nós mandá-los para a terra deles.
A emigração outra vez
Alguém devia procurar explicar aos portugueses que foram e são eles, sobretudo os que estão perto do poder económico, político e cultural, os responsáveis pelo país que temos. Em suma, Portugal não peca por excesso de emigrantes, mas tem com certeza alguns portugueses a mais.
A economia por Manuel Fernandes...
A Finlândia e outra fruta. Aqui falamos de um pais que procura aliar o desenvolvimento tecnológico e econômico ao desenvolvimento do bem estar social. Deste modo percebeu que um desenvolvimento sustentado se faz apenas com pessoas e com a criação de uma massa critica, cujo papel vai muito para alem de ‘pseudismos’ e intelectualismos dandies como os que temos em Portugal. A criação desta massa critica passou na Finlândia pelo acesso universal, gratuito e facilitado ao ensino onde, Sr. Director, não se pagam propinas (alas...). Passou também pela criação de um serviço publico forte e estruturado, voltado para a criação do bem estar social, entendendo-se este como função primeira do Estado. Digamos que a diferença entre a Finlândia e a Irlanda e que a primeira delineou uma estratégia para criar, de raiz, infra-estruturas sociais e econômicas baseadas no conhecimento. A Irlanda e apenas um hospedeiro, que aloja empresas parasitas. É tipo uma plataforma de exportação de serviços, neste caso call centres. A entrada da Índia neste mercado de atracção de empresas trará, a médio prazo, problemas para a economia irlandesa que se vera incapaz de competir com as vantagens comparativas da Índia que, elace, também fala inglês.
Portanto, se temos de nos comparar a alguém, com alguém e seguir o exemplo de alguém, estou muito contente que seja a Finlândia e que de uma vez por todas deixemos de olhar para cima, para os ‘velhos aliados' Anglo-saxões. Não que possamos imitar modelo de desenvolvimento Finlandês, mas pelo menos que sejamos capazes de reter o básico: investimento nos recursos humanos, numa economia do conhecimento como vantagem comparativa e na criação de infra-estruturas que nos permitam alcançar tais objectivos. E o nosso problema não e o patriotismo ou a falta dele. O problema reside no tecido empresarial que temos (cambada de ignorantes, abrunhos e grosseiroes, vendedores de sapatos e feijões sem visão) e intelectuais que se reproduzem dentro de uma lógica familiar e que em vez de estarem na frente de novas idéias se comportam como a Igreja Católica (alias, estão para a sociedade como a Opus Dei esta para a Teologia da Libertação...)... Bom, mas nada, nada e impossível! A ver vamos.
segunda-feira, março 21, 2005
Congressos
quinta-feira, março 17, 2005
Lubbock
Foi alvo de destaque do Odisseia pelo apelo que as três instituições mais importantes da comunidade (família, igreja e escola) têm vindo a fazer desde há algum tempo sobre os jovens para a abstinência sexual até ao casamento.
Os pais incitam e confiam na carestia dos rebentos até ao altar, pois só assim os futuros esposos e esposas dos seus filhos lhes agradecerão a dádiva que os castos filhos lhes irão proporcionar na noite do casamento (a assinatura conjunta de pais e filhos de um contrato-promessa, sob patrocínio do senhor padre que atesta esta manifestação de vontade, reforça-lhes a crença).
A igreja doutrina os adolescentes para o valor supremo da abstinência sexual, incorporado e valorizado pelos ensinamentos bíblicos, sob a pena de em cima deles cair uma maldição que os condene para toda a eternidade ao limbo. Para isso oferece-lhes sessões de evangelização tendo em vista a rectidão moral das condutas que estes devem adoptar. O auge atinge-se quando o pregador apresenta aos adolescentes o exemplo da escova de dentes. Tal como a escova de dentes, que não deve ser partilhada porque não se sabe quem a usou, quantas vezes e onde, a experiência sexual deve restringir-se ao cônjuge.
A escola transmite aos jovens o nome das doenças sexuais mais vulgares, dá-lhes a conhecer quais as consequências que para eles advirão se não adoptarem uma conduta abstémia. Quanto à “educação sexual” o limite é este. Os jovens locais mais afoitos chamam-lhe “fear education”.
Os jovens esforçam-se por contrariar os impulsos, arranjam estratagemas para sublimar os apetites, como os concertos de “rock cristão” todas as sextas-feiras no auditório, mas as hormonas ditam leis e os jovens lá acabam por prevaricar...
Com isso dão origem a interessantes fenómenos, não do Entroncamento, mas de Lubbock. Os mais vulgares chamam-se “Virgens Técnicas” e “Virgens Espirituais” (este último é o meu preferido).
A acompanhar estas designações campeãs da originalidade que utilizam para se definir, os adolescentes de Lubbock ocupam também um lugar cimeiro nas estatísticas americanas de dois indicadores: a percentagem de gravidezes juvenis e de doenças sexualmente transmissíveis em menores de idade.
A comunidade de Lubbock não consegue perceber estes indicadores com o afã que põe na pureza e na castidade sexual. Realmente, vá lá imaginar-se como é que as estatísticas revelam aqueles indicadores...
quarta-feira, março 16, 2005
Um paradoxo da democracia
On-line e Off-Line
Na propalada sociedade em rede uma nova forma de desigualdade social parece saltar à vista: por um lado, temos os que estão na rede e por isso ligados ao mundo (e o mundo ligados a eles); e, por um outro lado, temos os que estão fora da rede, ou desligados do mundo (e por isso inacessíveis ao mesmo). Ou seja, temos uma dicotomia clara entre os que estão on-line e os que estão off-line. Não é difícil perceber quem são uns e quem são outros. E de como isto é importante para se perceber a sociedade actual e parte do modo como ela se estrutura e funciona. A questão é pertinente. E complexa como é óbvio.
Marx, no século XIX, falava-nos na diferenciação de classe baseada na posse ou não dos meios de produção. No século XXI alguns defendem que parte da população se divide em on-line e off-line (estar dentro ou fora da rede). Não deixa de ser motivante perceber como certas discussões se mantêm actuais.
Entre artes
terça-feira, março 15, 2005
Raciocinio simples
Pergunta: o que tenho eu que ver com isso? Será que eu, como ateia, tenho o direito de impedir os outros de tomarem tais decisões, de serem religiosos e de se arrastarem de queixo até Fátima?
segunda-feira, março 14, 2005
CAF
Para além dos afectos que os ligam ao clube há décadas, outros motivos conduzem à sua presença quinzenal no Estádio do Fontelo. A possibilidade de accionarem mecanismos de catarse das rotinas de um dia-dia envolvido em tarefas profissionais desgastantes e mal remuneradas e o encontro e convívio com os amigos de longa data, são razões a não menosprezar na “romaria” que empreendem duas vezes por mês ao Estádio.
Ontem, com o cartaz a colocar frente a frente Académico de Viseu e Sanjoanense, lá estavam eles quase todos juntos na mesma bancada. Chegando aos pares, dão facilmente conta dos comparsas no locais que têm para si cativos desde longa data. Depois dos cumprimentos iniciais, a conversa começa por girar em torno das competições futebolistas do principal escalão e à alusão aos deslizes dos “grandes”. Ontem foi dia de um simpatizante benfiquista andar a distribuir bolachas Maria da fábrica Nacional aos parceiros portistas. O mais famoso simpatizante local do FCP, o Barba Ruiva, lá as aceitou, não sem antes indagar junto do adepto benfiquista se o adversário que iria competir com o Benfica na jornada europeia da próxima semana se confirmava ser o Carvalhais.
Iniciado o jogo, logo um dos clássicos adeptos academistas, de pilhinhas ao ouvido, desceu dos degraus de topo da bancada para se situar mais próximo do relvado e assim fazer chegar ao árbitro aquilo que tinha para lhe dizer sempre que a ocasião a tal obrigava. Finda a pronúncia, invariavelmente virava-se para os amigos que haviam ficado no topo da bancada e esboçava um sorriso trocista, tentando medir e avaliar junto deles a qualidade do impropério debitado ao árbitro. A esposa, essa, optou por continuar no cimo da bancada a fazer o seu crochet.
Ao mesmo tempo, outro fervoroso adepto local mantinha a tradição pessoal de bradar um sonoro “Acadéééémico”, qual grito de alerta, no instante imediato ao esférico invadir o meio-campo defensivo da equipa local.
Ao intervalo, o espectador que estava ao meu lado, e que durante a primeira parte até tinha elogiado a isenção da equipa de arbitragem, ouvia os comentários dos jornalistas de uma das rádios locais que cobria o jogo. Dizia o jornalista que o árbitro estava a apitar por tudo e por nada e assim estava a quebrar o ritmo de jogo da partida.
No reinicio da partida, à primeira infracção assinalada pelo árbitro logo o meu vizinho opinava para os demais adeptos que o árbitro estava sempre a apitar por tudo e por nada. À segunda infracção, uma falta à entrada da área da Sanjoanense a beneficiar o infractor, pois tinha inviabilizado que o avançado da equipa local ficasse isolado perante o guarda-redes, de pronto fez ecoar para o árbitro de que teria sido melhor para todos que o juiz de campo tivesse seguido a profissão de maquinista da CP se tanto adorava apitar. Acaso dos acasos, a marcação certeira do livre proporciou o segundo golo da tarde ao Académico, o que levou a que o citado adepto tivesse considerado que a decisão do árbitro talvez não tivesse sido tão infeliz quanto isso...
Até ao fim do jogo, com o jogo claramente dominado pela equipa da casa e com o marcador favorável, os adeptos locais ainda discutiram a pretensão do novo Governo de autorizar a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias, a indigitação de Freitas do Amaral para MNE e as próximas eleições autárquicas...
À esquerda
sexta-feira, março 11, 2005
Relatos de uma noite feliz...
Os Keane de Inglaterra vieram a Portugal dar um concerto num Coliseu esgotado. Simplesmente memorável...
quarta-feira, março 09, 2005
Tráfego
As mulheres e os seus dias
terça-feira, março 08, 2005
Mourinho
The supreme deity turned to Wenger and asked, tell what is important about yourself.
Wenger responded that he felt that the earth was the ultimate importance and that protecting
the earth's ecological system was most important. God looked to Wenger and said, " I like
the way you think, come and sit at my left hand".
God then asked Ferguson what he revered most. Ferguson responded that he felt people and
their personal choices were most important. God responded, "I like the way you think, come
and sit at my right hand".
God then turned to Mourinho, who was staring at him indignantly. God asked "What is your
problem Mourinho?"
Mourinho responded " I think you are sitting in my chair".
Birra...
A História não se apaga, seus meninos birrentos...
segunda-feira, março 07, 2005
O genotipo dos politicos...
Todos os restantes comentarios prendiam-se com o perfil do ministro das financas, o novo Cristo. Eu parece-me que os 'faladeiros' de tanto falarem pouco ouvem e como tal, pouco percebem do que quer que seja. Os maiores problemas do pais sao problemas estruturais sociais e ai o ministro das financas, tenha estudado em Franca ou no Benin, tenha presidido a reitoria da sua universidade ou a sua comissao de condominio, pouco influi. Mas isto sou eu que digo. Quer dizer, a minha ascendencia proletaria as tantas nao me permite opinar sobre estas materias, a falta do gene de 'opinador-com-legitimidade'...
Smart
sexta-feira, março 04, 2005
Libertem o futebol pelo lados da Luz!
quarta-feira, março 02, 2005
Não há hóstias nem tinto para ninguém
O padre Nuno Serras Pereira invoca o cânone 915 do Código de Direito Canónico para, "na impossibilidade de contactar pessoalmente as pessoas envolvidas", lhes dar conhecimento público de que "está impedido de dar a sagrada comunhão eucarística a todos aqueles católicos que manifestamente têm perseverado em advogar, contribuir para, ou promover a morte de seres humanos inocentes".
Votar ou participar em campanhas a favor da legalização do aborto, aceitar ou concordar com a actual lei em vigor e defender a eutanásia também são motivos que impedem o padre de dar a comunhão.
terça-feira, março 01, 2005
O Pato
Ainda bem.