terça-feira, outubro 19, 2004

Os Diários de Che Guevara

Retrato fílmico da incursão de Ernesto Guevara e do seu amigo Alberto Granado pelos confins da América Latina, ao comandos de uma “Poderosa” Hudson 500, em 1952, é também o espelho que reflecte o germinar de uma consciência crítica em Ernesto perante a miséria humana e as flagrantes injustiças presenciadas durante a aventura, fossem elas a expulsão dos camponeses das terras de onde retiravam o seu sustento, a repressão exercida sobre os mineiros ou o apartheid imposto aos doentes leprosos.
Frequentemente envoltos em episódios bastante caricatos, os dois inseparáveis amigos vão descobrindo empiricamente ao longo viagem a realidade social, económica e política do seu continente, até então desconhecida da maioria das pessoas que partilhavam a sua (favorável) condição social.
Esta descoberta provoca em Ernesto uma nostalgia de um mundo que nunca conheceu, aferrando-lhe galhardamente até ao final da viagem um conjunto de ideais outrora adormecidos e que o irão impelir na tentativa de mudar o status quo, porque doravante também o seu Eu passaria a ser um outro Eu, aquele que o iria transformar em ícone e deixar para a posteridade.

4 Comments:

Blogger Bruno Macedo said...

Pena que para essa posteridade se omita constantemente os assassínios e os esquadrões da morte da responsabilidade inequívoca do Sr. Guevara. Pena também que ninguém comente o estado lastimoso em que ficaram as finanças de um país que era próspero depois da passagem ministerial do Che pelo novo governo cubano (coisa que aliás nunca mais se endireitou). Pena ainda que ninguém fale do racismo de Guevara relativamente aos africanos. Pena ainda que tanta gente ande e vá nestas cantigas.
O que mais condeno na esquerda é esta tentativa permanente e facciosa de fazer hagiografias dos seus assassinos e dos seus monstros ídolos das massas ditas revolucionárias. E de todos os outros um bando de parvos. Guevara não passa de um reles assassino.

3:43 da tarde  
Blogger Holsson said...

Por falar em assassinos, curiosamente, nem uma menção à CIA...

5:04 da tarde  
Blogger global said...

Oh Bruno, la os assassinios e por ai vai ainda e como outro... Agora nao deixa de ser um argumento pobrezinho, populista e eu diria ate pouco informado, essa coisa das 'financas ministeriais' e o 'povo que ficou muito pior, coitadinho'. As 'financas' de Cuba, do tempo de Guevara nao podem ser analisadas sem ser no contexto da guerra fria e isso, daria pano para mangas. O povo que ficou pior e tambem uma falacia. Ou seja, nao digo que nao esteja a ser privado de certas e determinadas importantes liberdades (porque esta) mas qualquer relatorio das Nacoes Unidas que te des ao trabalho de ler da Cuba como exemplo no que diz respeito a franca melhoria dos indicadores socio-demograficos: desde o Indice de Desenvolvimento Humano, a taxa de mortalidade infantil, Cuba apresenta indicadores alguns deles francamente melhores do que Portugal...

8:50 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

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11:39 da tarde  

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